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Líderes dos Brics e da Unasul, na reunião de Fortaleza |
Semana agitada no cenário político
internacional. Ao mesmo tempo em que os ventos da mudança sopram desde o sul,
velhos conflitos se aprofundam.
Brics – comecemos pelo lado positivo. A reunião dos Brics (agrupamento de países que reúne o Brasil, a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul) ocorrida nesta semana, em Fortaleza, trouxe a esperança de que uma nova ordem mundial está nascendo. Afinal, o principal fruto dessa reunião foi a criação de um Banco de Desenvolvimento, que servirá de contraponto às instituições financeiras já existentes, como o Banco Mundial e o FMI - hegemonicamente controladas pelos Estados Unidos e pelos países da Europa central. Um dos aspectos mais importantes do novo banco é que todos os países fundadores (os membros dos Brics) têm o mesmo poder, uma vez que o número de ações é o mesmo para cada membro (cada país entrou com uma cota de US$ 10 bilhões).
Cabe ressaltar que a proposta do Banco dos Brics é, sobretudo, financiar obras de
infraestrutura em países emergentes – ou seja, não apenas os membros do grupo. Isso significa uma possibilidade de financiamento para países em desenvolvimento, que não
recebem crédito suficiente das principais instituições financeiras
internacionais. Nesse sentido, também nesta semana, um primeiro passo foi dado: no dia seguinte à criação do novo organismo financeiro internacional ocorreu, em
Brasília, um inédito encontro entre a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e
os presidentes do Brics. A reunião teve como finalidade apresentar os
benefícios e possibilidades que o recém-fundado Banco de Desenvolvimento tem a
oferecer aos países da América do Sul.
Ou seja, a política de integração
dos países emergentes ganha um novo pilar de sustentação. Trata-se, sem dúvidas, do início de
uma nova configuração na ordem política mundial: multipolar, pacífica, democrática e inclusiva. Uma ordem na qual os países
emergentes, do “sul”, reafirmam sua busca por autonomia em face da hegemonia
econômica e política dos EUA e da Europa.
Genocídio em Gaza – ao mesmo tempo em que a esperança de uma nova geopolítica mundial ganha força,
é terrível o que tem ocorrido novamente na Faixa de Gaza. Um verdadeiro
genocídio por parte do Estado de Israel contra a população palestina - a grande
maioria civil, que sequer tem condições de se defender. Um
massacre, um crime contra a humanidade! Agora, para piorar, Israel deu início a uma ofensiva por terra, e o número de vítimas tende a aumentar ainda mais. Um desastre humanitário absoluto!
Diante disso - e do sentimento de impotência que nos acomete as imagens chocantes da covardia israelense - este blog se soma
às milhões de vozes espalhadas pelo mundo que exigem o imediato cessar fogo
israelense, e conclamam por um Estado palestino livre! Apenas assim, com o território da Palestina legitimado, o infindável conflito naquela região poderá ter fim, e teremos paz.
Queda do avião da Malaysia Airlines – para terminar, o ainda obscuro caso do abatimento do avião da Malaysia Airlines. Ao que tudo indica, o ocorrido trará grandes consequências diplomáticas, especialmente para
a relação entre Rússia, Ucrânia e EUA. Contudo, é preciso aguardar o desenrolar dos fatos. Há ainda muito disse-me-disse. Suspeita-se, por exemplo, que o alvo não seria o avião malaio, lotado de civis, mas o jato em que viajava o presidente russo, Vladimir Putin. Teria havido, portanto, um "engano" - que, no entanto, custou quase 300 vidas!
O fato é que, seja quem for o culpado por essa barbárie, merece punição. Apenas espero, porém, que, para isso, outros tantos crimes não sejam cometidos.
O fato é que, seja quem for o culpado por essa barbárie, merece punição. Apenas espero, porém, que, para isso, outros tantos crimes não sejam cometidos.
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