Hoje, 18 de junho de 2017, Sir James Paul McCartney completa 75 anos de vida. Já na ansiedade por poder ver o ex-beatle pela primeira vez em Salvador no próximo mês de outubro, o blog o homenageia com essa versão executada em 1985, no Live Aid, de uma das melhores músicas da história. Apenas voz, piano e a magia de Paul.
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domingo, 18 de junho de 2017
terça-feira, 2 de maio de 2017
Belchior - Como nossos pais
Meu primeiro contato com a música de Belchior foi há quase 20 anos. Se a memória não me trai, através de um tio materno, que me introduziu ao cantor cearense ainda na pré-adolescência, através da simpaticíssima Medo de avião. Contudo, após certo interesse, acabei sendo levado pelo rock –inicialmente de modo dogmático, a ponto de desprezar completamente aquilo que se convencionou chamar de MPB. Felizmente, essa fase durou pouco tempo, e já ao redor de meus 16 anos, me reconciliei com o estilo.
E foi, justamente, através de Belchior que percebi que a pretensa oposição entre MPB e rock poderia ser superada. Com efeito, enxergava nele uma espécie de versão local de Bob Dylan. Mas, não só: a partir dessa época, suas letras começaram a me tocar mais fundo. O cunho político-crítico, visceral e hiper-realista, mesclado com certa verve que hoje definiria como existencialista, faziam confluir interesses que, nos anos subsequentes, me encaminhariam para a vida acadêmica, para a filosofia, as ciências sociais, a esquerda política... Com o decorrer dos anos, em diversas ocasiões, Belchior acabou se tornando, para mim, uma espécie de alter-ego. Quando morei no exterior, por exemplo. Ou agora, em salvador, sempre me pego cantarolando Apenas um rapaz latino-americano. Tanto que, na epígrafe de algumas redes sociais – o que me rendeu até homenagem de alunos no semestre passado – utilizo os versos iniciais do refrão daquela canção como síntese poética de minha biografia e um ponto de apoio para momentos difíceis.
Por isso, a perda de Belchior foi um choque. E, mais ainda, me pegou desprevenido, justamente por ocorrer em um momento em que precisávamos tanto de sua arte, em uma tarefa que, segundo consta, ele estava disposto a enfrentar. Foi-se o homem, fica a obra. E que obra! Infelizmente, porém, não vejo como homenagear nosso Dylan nordestino sem realçar a atualidade de uma de suas principais composições, Como nossos pais. A música que, quando descobri Belchior, fazia referência a um tempo que parecia, cada vez mais, um quadro desbotado na parede da memória nacional, hoje se revela de uma atualidade assustadora. Mas, como o novo sempre vem, que possamos em breve superar esse triste momento, e não precisemos viver como nossos pais...
sábado, 25 de março de 2017
Elton John - Tiny Dancer
Sir Elton John completa hoje 70 anos como um dos maiores nomes da música pop. Quem nunca se deliciou, curtiu, se apaixonou ou namorou ao som de uma de suas canções?
Essa versão de 1971 de um de seus clássicos, Tiny dancer, chama a atenção pela simplicidade do arranjo: apenas Elton, seu piano, e sua magia.
Happy birthday, Sir!!!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Tom Jobim & Chico Buarque - Anos dourados
25 de janeiro de 2017: se vivo ainda fosse, o Maestro Soberano da música brasileira, Antônio Carlos Jobim, estaria completando 90 anos. Para marcar a data, compartilho aquela que considero ser uma das melodias mais belas da MPB (se não a mas), criada pelo gênio de Tom e brilhantemente letrada por Chico Buarque: Anos dourados.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Led Zeppelin - IV
Há exatos 45 anos, em 07 de novembro de 1961, o quarto álbum do Led Zeppelin chegava às lojas – e entrava para história. Para resumir o que penso de IV (o disco, na verdade, não tem nome, mas é chamado de IV justamente por ser o quarto trabalho da banda), diria o seguinte: se um extraterrestre chegasse à Terra e quisesse saber o que é rock'n'roll, eu poderia gastar horas explicando o ritmo, a história, as bandas; ou poderia deixá-lo ouvir essa obra-prima.
Confira, no link abaixo, a íntegra desse clássico. Audição obrigatória para qualquer amante da música.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Bob Dylan - The times they are a-changin'
Os tempos estão mudando... pessoalmente, uma nova fase profissional, há tempos sonhada, está prestes a começar. O país, por outro lado, vive tempos difíceis. A tardia, conquanto justíssima, cassação de um dos cânceres da política brasileira, Eduardo Cunha, não apaga a mácula do golpe jurídico-parlamentar impetrado inicialmente por ele contra a presidenta Dilma Rousseff. Sem dúvida, um tempo de resistência se abre, mas, sem ilusões: o próximo período será muito difícil, como muitos já estão começando a se perceber.
E Bob Dylan, nesse momento, é uma ótima pedida. Aliás, não só nesse: Dylan é sempre essencial. Por isso, fiquem com essa apresentação de 1964 do cantor e compositor inglês, interpretando um de seus clássicos, The times are a-changin'.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Elis Regina - Gracias a la vida
Momentos em que tudo parece dar certo são raros. Muitos,
inclusive, duvidam que eles possam ocorrer. Eu talvez estivesse entre os
céticos. Mas, hoje, não posso negar, minha vida passa por uma ótima fase. Aprovação
em concurso para professor, mudanças positivas à vista, casamento indo bem, planos para o
futuro, em suma, um sentimento de realização, tanto pessoal quanto
profissional.
Não sei o que ocorrerá na sequência, se as coisas
continuarão a correr bem, se conseguirei superar os desafios que me aguardam
daqui para frente. Mas, hoje, só posso agradecer. Agradecer às pessoas ao meu
redor, à minha família, pelo que me proporcionou, à Angelica, pelo apoio incondicional e pela paciência, enfim, agradecer à vida.
E, para isso, deixo vocês com uma belíssima canção que
ilustra esse momento. Aquela que talvez seja a mais bela voz da MPB, Elis
Regina, numa interpretação sublime de Gracias
a la vida, da argentina Violeta Parra.
Um brinde à vida!!!
domingo, 8 de maio de 2016
Belchior - Alucinação
Aluncinação, segundo LP de Belchior, está completando 40 anos de lançamento. Misturando uma sonoridade que remete a Bob Dylan, com uma lírica praticamente sem precedentes, o disco é recheado de clássicos como "Apenas um rapaz latino-americano", "Como nossos pais", "Velha roupa colorida", "Fotografia 3x4", dentre outras. É a música brasileira na sua melhor performance.
Apenas: ouçam!
domingo, 10 de abril de 2016
Yngwie Malmsteen - Far beyond the sun
Para começar essa semana, que promete ser a mais tensa dos últimos anos no país, um pouco de arte para elevar o espírito e ajudar a clarear as ideias. Deixo vocês com uma combinação que, quando bem executada, sempre ajuda nessa empreitada: rock e música clássica. Aqui, o virtuose sueco da guitarra, Yngwie Johann Malmsteen, tocando seu clássico Far beyond the sun, com a Nova Orquestra Filarmônica do Japão, em 2001. Para os amantes da boa música, particularmente da guitarra, um pedido e tanto!
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Pedras que rolam
No último sábado, tive a felicidade de assistir ao show dos Rolling Stones em São Paulo. Na viagem de volta, ainda extasiado, fiquei tecendo alguns paralelos, mezzo pessoais, mezzo filosóficos, comparando aquela apresentação com outro grande show que vi há alguns anos (em 2012, para ser mais preciso): o do Kiss.
Por exemplo, naquela ocasião, tive a oportunidade de ficar
próximo ao mini-palco onde Paul Stanley aterrissa e canta Love gun. Desnecessário dizer
que a imagem de Paul voando em “minha” direção jamais será esquecida. Mas, mais
do que isso, ela representa bem a sinestesia que mencionei acima: naquele
momento, em meio aos acordes poderosos da música, não sabia se via, ouvia,
cantava, ou tentava me aproximar do palco... Na verdade, fazia tudo ao mesmo
tempo, literalmente tragado, envolvido pela atmosfera cuidadosamente criada por
aquela expressão artística ímpar.
A visível alegria ao executar cada canção, a
simplicidade e a desenvoltura no palco, são sinais inequívocos de que aqueles
quatro senhores estão ali como se estivessem em uma roda de amigos celebrando a
vida. Nesse sentido, e para retomar um breve interlúdio filosófico, o show dos
Stones é quase uma experiência estoica: o chamado a um completo desligamento do
mundo, das preocupações, dos medos, das angústias, e um convite a nos conectar
com aquilo que realmente deveria importar: a alegria de viver! It's only rock'n'roll, but...
Como se sabe, a banda norte-americana é caracterizada,
dentre outras coisas, por proporcionar um dos maiores espetáculos ao vivo da
face da Terra. E não é exagero. Porque, mais do que um show de rock,
trata-se de um verdadeiro teatro, no melhor sentido do termo: sem que seja
mecânico, cada detalhe é refletido, cada movimento – me perdoem o clichê – é
friamente calculado. Desde a descida na introdução, ao som do riff de Detroit rock city, até o
final apoteótico, com o hino Rock
and roll all nite, tudo serve para criar uma singularíssima experiência
sinestésica, na qual os sentidos são constantemente embaralhados, visão e
audição se interpenetram e, para falar como Merleau-Ponty, a partir de certo
ponto, não sabe sabe mais onde termina uma e começa a outra.
Por exemplo, naquela ocasião, tive a oportunidade de ficar
próximo ao mini-palco onde Paul Stanley aterrissa e canta Love gun. Desnecessário dizer
que a imagem de Paul voando em “minha” direção jamais será esquecida. Mas, mais
do que isso, ela representa bem a sinestesia que mencionei acima: naquele
momento, em meio aos acordes poderosos da música, não sabia se via, ouvia,
cantava, ou tentava me aproximar do palco... Na verdade, fazia tudo ao mesmo
tempo, literalmente tragado, envolvido pela atmosfera cuidadosamente criada por
aquela expressão artística ímpar.
O caso dos Stones é diferente. É claro, igualmente, uma
superprodução, mas que se encaminha por outra via. Mick, Keith, Ron e Charlie
parecem quatro jovens que acabaram de sair do bar, e pegaram seus instrumentos
para animar a galera. “O que vamos tocar?”, “Lembra daquela?”, “Me dá um Si
maior”, e pronto: Jumpin' Jack
Flash explode diante da
audiência, convidando-nos para a festa.
Não, não me atreveria a dizer qual o melhor. Na verdade,
não há. São apenas duas representações diferentes de uma mesa essência, de uma
mesma atitude diante do mundo, e que apenas a arte – e o rock, em particular –
pode proporcionar. Por isso, fico feliz apenas por ter a sorte de tê-las
vivenciado.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Rolling Stones - Start me up
Hoje e sábado acontecem mais dois shows dos Rolling Stones no Brasil, dessa vez em São Paulo. E, para mim, trata-se de uma ocasião especial, pois, no final de semana, terei a oportunidade de ver, pela primeira vez, esta banda extraordinária. Então, para aquecer, vamos com um clássico da banda inglesa (e um clipe muito divertido, diga-se).
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Ozzy Osbourne - Mr. Crowley
Sexta-feira 13, tempos sombrios, más notícias se acumulando, tragédias, futuro incerto... nada como um clássico do heavy metal para servir de trilha sonora. Deixo para vocês essa apresentação para a TV inglesa de Mr. Crowley, do primeiro disco solo de Ozzy Osbourne, com participação do extraordinário e saudoso Randy Rhoads na guitarra.
"Approaching a time that is drastic, with their back in the wall..."
"Approaching a time that is drastic, with their back in the wall..."
Enjoy it!
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
John Lennon - Power to the people
Um recado do mestre, para esses dias estranhos na política... porque não há outra solução!
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Cazuza - Ideologia
Dia mundial do rock, 25 anos sem Cazuza, e a terrível reviravolta (traição?) na Grécia após o referendo do último dia 5 - reviravolta que culminou na triste vitória da ortodoxia neoliberal de Angela Merkel em sua queda de braço com Alexis Tsipras. Tudo junto e misturado nesse clássico do rock brasuca.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Bob Dylan - Mr. tambourine man
Imaginem o privilégio dessas pessoas: acompanhar uma performance intimista de Bob Dylan, no auge de sua criatividade, e ver a história da música se desenhando diante de seus próprios olhos (e ouvidos). É pra dar inveja em qualquer um!
Com vocês, Mr. tambourine man, ao vivo, em 1964. Clássico absoluto de uma das lendas do rock.
segunda-feira, 30 de março de 2015
Eric Clapton - Wonderful tonight
Em comemoração aos 70 anos de deus, digo, de Eric Clapton, celebrados neste 30 de março, uma de suas mais belas canções, Wonderful tonight.
Enjoy it!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Black Sabbath - Paranoid
Carnaval? Que nada! Sempre é hora do bom e velho rock'n'roll! E como, além disso, hoje também é sexta-feira 13, nada melhor que um clássico do Black Sabbath para iniciar este feriado!
Rock on!
Rock on!
sábado, 22 de novembro de 2014
Eric Clapton - Layla
22 de novembro, dia do músico. Para marcar a data, um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Eric Clapton (não por acaso, apelidado de "Deus"), em uma esplêndida versão ao vivo, de 1999, de seu clássico Layla.
Aproveitem!
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Chico Buarque - Futuros amantes
Uma belíssima canção, em homenagem aos 70 anos desse gênio, verdadeiro monumento da música brasileira. Vida longa Chico!
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Titãs - Flores
Nos últimos dias, tenho passado por uma fase meio nostálgica, de saudade de tudo que remete ao final dos anos 80, início dos 90. Por isso, decidi postar um clipe que ilustra aquela época - embora só tenha conhecido esta música alguns anos depois. Com vocês, um verdadeiro clássico do rock nacional, de 1989: Flores, dos Titãs.
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