Está chegando a hora! Amanhã
termina o horário eleitoral gratuito de rádio e televisão. Teremos o último
debate entre os candidatos à presidência da República e, com ele, o fim do
primeiro turno da campanha eleitoral de 2014.
No que diz respeito à disputa
pelo Palácio do Planalto, atingimos estes últimos dias com duas grandes
questões (que apreciam improváveis há alguns dias ou semanas): é possível uma
vitória de Dilma já no primeiro turno? Caso ela não ocorra no próximo domingo,
seu adversário no segundo turno ainda pode ser Aécio Neves?
Para mim, nos dois casos, a
resposta é: sim, é possível, mas pouco provável. O PT nunca venceu no primeiro
turno uma corrida presidencial e, conquanto as pesquisas sinalizem que Dilma
pode superar a barreira dos 45% dos votos válidos, ainda entendo ser muito
difícil ela conseguir a metade mais um já no dia 5. Não é impossível, como
disse, mas eu prefiro não arriscar. Não contar com esta hipótese e me
decepcionar com um “revés”. Isto aconteceu com parte da militância em 2010, que
contava com uma definição no primeiro turno e, quando ela não veio, esmoreceu
no início do segundo, dando margem a um crescimento de Serra naquele momento.
Por isso, prefiro me concentrar apenas na perspectiva de acumular o maior
número de votos possíveis agora, para garantir um segundo turno mais tranquilo.
Sabem como é, cautela e canja de galinha...

Mas, sobre o segundo turno,
falaremos depois. Por ora, apenas reafirmo meu voto em Dilma Rousseff ,
pois entendo ser a única candidata, neste momento, capaz de conduzir algumas
das reformas mais urgentes no Brasil: a reforma política, a democratização das
comunicações (compromissos públicos já assumidos), além de outras, como a
tributária, a urbana e a agrária. Votar em Dilma não é garantia de que essas
reformas irão avançar (e isso vale para qualquer candidato ou candidata).
Afinal, política não se faz apenas na base da vontade. E , nunca é demais
lembrar, o próximo Congresso, eleito sobre a base do financiamento privado,
deverá reproduzir os vícios do atual, dificultando o avanço das pautas
progressistas. Ainda assim, se pode haver mudanças neste sentido, é certamente
com Dilma na presidência que elas deverão ocorrer!
Por fim, gostaria de justificar
uma lacuna, referente à eleição estadual de SP. Ao contrário de 2010, neste ano
não consegui escrever, no blog, nada a respeito desta disputa fundamental. Para
mim, como todos os leitores e leitoras do blog devem supor, a provável reeleição
de Alckmin no próximo domingo representará um completo desastre para o estado. Mas,
entendo que os motivos desta eventual catástrofe, bem como as razões pelas
quais a candidatura petista de Alexandre Padilha parece não ter deslanchado como se esperava (embora seja, de longe, o candidato mais preparado para fazer SP avançar social e economicamente, como ficou claro, mais uma vez, no debate desta terça-feira),
seriam temas para uma reflexão de maior fôlego. Reflexão esta que, infelizmente, não tive
tempo de fazer. No entanto, espero poder escrever algo a respeito uma vez
passadas as eleições e com os resultados definitivos. Afinal, quem sabe, depois das sucessivas mentiras contadas por Alckmin na noite de ontem (negando, por exemplo, o racionamento de água em SP), as urnas não nos reservam uma agradável surpresa no próximo domingo?
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