terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Iluminado (The Shining)

Na próxima segunda, tenho prova de francês. Informação irrelevante para um blog, certo? Também acho. Só estou dizendo isso porque, por uma espécie de coincidência do destino, as provas de francês têm me lembrado muito um filme que vi, indicado pela Angelica, e que, apesar de não ser do meu gênero preferido, realmente me arrebatou: O Iluminado, do diretor Stanley Kubrick (responsável por alguns filmes absolutamente revolucionários, como Laranja mecânica e 2001: uma odisséia no espaço). Mas, qual a relação do filme com provas de francês? Vou explicar.

Quem já fez algum curso de idiomas nessas escolas privadas, sabe que, ao final de cada semestre, se faz uma prova com o conteúdo visto e, invariavelmete, há uma redação e uma parte oral, tipo uma entrevista , a simulação de uma situação cotidiana, ou algo assim. Pois bem, nas últimas duas provas de francês que fiz, em julho deste ano e em dezembro do ano passado, contei a história de O Iluminado. No final do ano passado, havia entre as possibilidades de redação, expor a história de um filme(sabe aquele negócio de treinar tempos verbais? Pois é...). Como as outras opções pareciam fora do alcance do meu francês, resolvi escolher essa mesmo. Sou péssimo em guardar enredo de filmes, mas decidi arriscar, pois havia visto o filme há pouco, e lá fui eu narrar a saga de Jack Nicholson, no filme cujo enredo baseia-se na obra homônima do mestre dos livros de terror Stephen King. No semestre passado, na prova oral, havia novamente a opção de contar um filme. Não tive dúvidas. Contei novamente a mesma história (o professor era outro, claro). O curioso é que, nas duas vezes, eu errei vários detalhes da trama, como o maldito número do quarto proibido, entre outros. Para minha sorte, as provas eram de francês, não de cinema. 

Bem, de qualquer forma, já estou me preparando novamente. Se pintar a oportunidade, lá vou eu na segunda-feira, mais uma vez, narrar a história de O Iluminado (desta vez, espero, sem erros). É, definitivamente, minha muleta nas provas de francês rsrs. Bom, mas até lá, é melhor curtir um pouco do trailer. E, se você não viu o filme, vá correndo ver. Mesmo que não seja muito fã de terror/thriller/suspense, como eu, tenho certeza de que vai gostar.


***

O Iluminado (The Shining)

Ano: 1980
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Baseado na obra de Stephen King
Gênero: Terror/suspense
Origem: Estados Unidos
Duração: 144 minutos
Elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Loyd.

Sinopse: Durante o inverno, Jack Torrence (Jack Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o completo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios fazendo com que Jack torne-se cada vez mais agressivo e perigoso. Ao mesmo tempo, seu filho, dotado de uma inteligência acima do comum, passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado do hotel, que também foram causados pelo excessivo isolamento dos antigos vigias. Destaque para as visões do filho de Jack das duas gêmeas mortas no corredor, enquanto ele pedalava seu triciclo. Aliás, as pedaladas do garoto pelos corredores do hotel foram homenageadas na abertura do desenho O fantástico mundo de Bobby, que passava no programa da Mara Maravilha no início dos anos 90 (quem tem uns 20 e poucos anos certamente vai se lembrar).

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O São Paulo em 2010: um ano para não ser esquecido

2010 acabou para o São Paulo faz tempo. Mais precisamente, na última derrota para o Corinthians, que sepultou nossas chances de ir à oitava Libertadores seguida. 2011 será, de fato, um ano atípico. Não participaremos da maior competição continental, voltaremos a disputar a Copa do Brasil e a Copa Sul-americana. Me parece claro que o foco do SPFC no próximo ano deve se concentrar nessas duas competições que, além do título, darão vagas, por um caminho mais simples que o Brasileirão, para a Libertadores 2012.

Mais à frente, quando o campeonato acabar, e as especulações sobre reforços ganharem força, pretendo fazer um balanço deste ano do São Paulo. Desde já, porém, já adianto minha opinião sobre a questão central: 2010 deve ser tomado como um ano de profundas lições. A maior delas, para nossa diretoria (lembrando que, em abril, tem eleições no clube): este ano, repetindo 2009, mas com um final pior. Em 2010, se superaram, foi uma trapalhada atrás da outra: desde reforços bisonhos, equívoco na manutenção de Ricardo Gomes por um período muito maior do que deveria, novo equívoco na escolha de Sérgio Baresi, para não falar da costumeira prepotência. Que esse ano sirva para o SPFC, sobretudo que o comanda, voltar a ter os pés no chão. É preciso deixar de acreditar que o clube é uma estrutura que funciona por si só. Não! Apenas com um planejamento sério, somado a uma boa dose de ousadia, que poderemos disputar títulos. Essa, aliás, foi a fórmula que deu certo no SPFC, antes da inércia arrogante que tomou conta do clube nos últimos dois anos, pelo menos.

Enfim, torço para que o ano de 2010 não seja esquecido. Está claro, para mim, que apenas meditando sobre suas importantes lições, poderemos ver o SPFC ter mais uma década vitoriosa como foi a última. Espero que nossa diretoria pense o mesmo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A solidão desse rosto

Bom, por conta da minha falta de assunto, ou, quem sabe, da pura incapacidade de escrever algo melhor, resolvi postar um poema meu. No caso, o primeiro que tive a oportunidade de publicar, em 2006, numa coletânea que homenageava os 10 anos do Departamento de Letras da UFSCar. Aliás, a publicação dele veio em ótima hora, para levantar o moral mesmo. Espero que gostem!




A solidão desse rosto

 I


A solidão desse rosto,
estampada no selo dos teus olhos,
devora toda a luz do dia que se finda
e aguarda a noite muda para sua consagração

Encerras medo e euforia
nos movimentos desconexos conduzidos por teus membros
                                               frágeis
                                               morenos
                                               delgados

Perdeste o tino:
ganharás um sopro de brisa que virá repousar
em teus lábios
                                   semi-abertos.


II


Segue,
que teu passado
       teu presente
       teu futuro
convergem singulares no leito aberto desse rio
conjugado em sonhos pueris

Desce,
junto à correnteza que te aguarda
pela manhã
e pega carona no barco desgovernado
que te orientará o
                              peito ferido.



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Paul McCartney - No more lonely nights

Em homenagem ao ex-beatle - ou melhor, ao eterno beatle - Paul McCartney, que essa semana faz shows no Brasil (e que, lamentavelmente, não poderei ver), trago para vocês o clipe de uma de minhas músicas preferidas desse que é, sem dúvida, um dos maiores compositores e um dos mais completos artistas de todos os tempos.  Escolhi essa canção, não apenas porque a acho belíssima, mas também porque No more lonely nights é uma música especial para mim: ouvi-a, pela primeira vez, no rádio do carro, numa daquelas noites de profunda tristeza, incertezas e solidão, e a verdade é que ela me ajudou muito naquele momento, deu uma força mesmo. Curioso é que, pouco tempo depois, conheci a Angelica, e realmente, não houve mais "noites solitárias" como aquela!

Enfim, com vocês, Sir Paul McCartney, com No more lonely nights.



domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma Rousseff, presidente do Brasil!

O Brasil vai seguir mudando! Esse é o recado que saiu das urnas neste 31 de outubro de 2010. Confirmando a tendência das pesquisas, a mineira Dilma Rousseff, do PT, foi eleita neste domingo a primeira mulher presidente do Brasil. Com quase 56 milhões de votos, 56,05% do total, a candidata petista derrotou o tucano José Serra, que ficou com menos de 44 milhões de votos, 43,95% do total.

Este blog, que apoiou desde o início a candidatura da companheira Dilma, tem muito orgulho de, neste dia 31 (data particularmente especial para o signatário destas linhas), poder saudar mais uma vitória presidencial do PT e escrever um post com o título: “Dilma Rousseff, presidente do Brasil”. Em breve, tentarei escrever um pouco mais sobre o significado dessa vitória, bem como sobre os rumos do futuro governo. Mas agora, mais do que nunca, é hora de dizer com muito  orgulho: boa sorte, presidente Dilma, estamos com você! Viva o povo brasileiro!

*Leia, aqui, os 13 eixos do programa de governo de Dilma Rousseff.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um pouco da história do Halloween

O próximo domingo, 31/10, é um dia muito especial. para mim. Não apenas por conta das eleições, mas porque comemoro mais um ano de vida (25). E como vocês devem saber, também é Dia das Bruxas ou, mais precisamente, Halloween. Por isso, numa espécie de auto-homenagem, resolvi escrever um pouco sobre essa data, bastante festejada em países anglo-saxões, e que, pouco a pouco, vem ganhando espaço também em outros países, como o Brasil (aqui, creio eu que graças, sobretudo, à influência cada vez mais sentida das escolas de inglês). Como vocês irão notar, a festa tem muito pouco ou nada a ver com bruxas propriamente ditas, embora se trate de uma celebração de procedência místico-religiosa.

O Halloween tem sua origem num ritual dos druidas, sacerdotes (e também mestres e juízes) dos celtas, povo que habitava a região norte da Europa (atual Grã-Bretanha) desde o ano 200 a.C. aproximadamente. Na tradição celta, entre os dias 30 de outubro e 02 de novembro (do nosso calendário, claro) era comemorado o Samhain (pronuncia-se sow-in). O festival de Samhain (em gaélico, literalmente, “fim do verão”) celebrava o final da “metade mais clara” e início da “metade mais escura” do ano (isto é, o fim do verão e o início do inverno), marcando o início do ano novo celta. Era um momento de culto aos mortos e um agradecimento pelo ano que acabava. Durante o festival, a rígida estrutura social celta era quebrada, e as pessoas poderiam fazer coisas que normalmente eram inaceitáveis por aquela sociedade. Uma prática comum nesses dias era a adivinhação, que muitas vezes envolvia o uso de alimentos e bebidas.

Na noite do dia 31, acreditavam os celtas, as leis de espaço e tempo eram suspensas, a fronteira entre este mundo e o outro (dos mortos e dos espíritos) se tornava mais estreita, permitindo que forças sobrenaturais, fantasmas e espíritos vagassem livremente por aqui. Dizia-se que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Por isso, os celtas ofereciam a esses espíritos sacrifícios de animais, e colocavam alimentos nas portas de suas casas, com o intuito de agradá-los, bem como para impedir que espíritos nocivos interferissem em suas vidas, seja levando-os, a contragosto, para o outro mundo, seja prejudicando o sucesso das colheitas do ano seguinte. Além disso, vestiam trajes e máscaras especiais para afugentar tais espíritos malignos.

As fogueiras desempenhavam um papel essencial nas festividades. Grandes fogueiras, simulando o sol, eram acesas nos vilarejos pelos druidas, (inclsuive os ossos dos animais abatidos para o culto aos mortos eram lançados em suas chamas) com o intuito de obter bençãos dos deuses no próximo ano, bem como sucesso nas colheitas. Com efeito, o Samhain era também o tempo de fazer o balanço das entregas de alimentos e animais de abate para os estoques de suprimentos que garantiriam a sobrevivência durante o inverno, bem como para discutir assuntos importantes concernentes ao povoado, em temas como justiça e política.

A festa continuou a ser celebrada depois da conquista romana dos antigos territórios celtas. Já o nome Halloween, ao que tudo indica, deriva do inglês antigo. A primeira aparição dessa expressão se dá no século 16 e representa uma contração errônea de All Hallows-Eve, isto é, a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows Day). Esta data foi instituída pelo Papa Bonifácio IV, e era celebrada no dia 13 de maio. Porém, em 835 o Papa Gregório III alterou o Dia de Todos os Santos para o primeiro dia de novembro, visando unir as crenças cristãs e pagãs, aproximando as datas comemorativas, bem como apaziguar os conflitos entre esses povos. Assim, os cristãos celebravam o dia dos santos falecidos no dia posterior ao rito pagão. Desta forma, a expressão Halloween tornou-se sinônimo da celebração pagã de 31 de outubro. A incorporação da figura das bruxas à data deu-se muito depois, durante a Inquisição Católica, no final da Idade Média. Nessa época, os suspeitos de não compartilhar a fé cristã eram considerados bruxos ou bruxas, e queimados em grandes fogueiras, que lembravam aquelas do antigo ritual celta.

Já no século XIX, a festividade foi levada aos Estados Unidos por imigrantes irlandeses, onde se popularizou enormemente, ganhando ares mais leves, diferentes dos originais, concentrando-se mais na parte festiva (por exemplo, com o famoso Trick-or-treat? das crianças, e com as fantasias de monstros e bruxas).

A referência simbólica mais famosa ao Halloween são as famosas abóboras recortadas iluminadas, com aparências demoníacas. Elas se chamam Jack-o-Lantern. Sua origem é encontrada no folclore irlandês (mesma região dos antigos celtas). Reza a lenda que um homem chamado Jack, notório beberrão e trapaceiro, esculpiu uma cruz no tronco de uma árvore, prendendo o diabo em cima dela. Depois disso, Jack firmou um trato com o Diabo: se ele nunca o atormentasse, Jack apagaria a cruz do tronco e o deixaria descer da árvore. Depois que Jack morreu, sua entrada no Céu foi recusada devido ao seu pacto com o Diabo. No inferno, também não foi aceito, devido a suas trapaças. Porém, o Diabo concedeu a Jack uma única vela para iluminar seus caminhos. Sua chama teria que ser preservada eternamente, então Jack a colocou dentro de um nabo oco, e esculpiu alguns furos para dar passagem à luz emitida pela chama.

Originalmente, portanto, as "Lanternas de Jack" eram feitas com nabos. Mas quando os imigrantes irlandeses chegaram aos Estados Unidos, em 1840, encontraram as abóboras que são muito mais adequadas. Assim, a abóbora tornou-se o principal símbolo contemporâneo do Halloween.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Marilena Chauí explica porque votar Dilma e não Serra

De maneira simples, mas brilhante, como é seu usual, a filósofa e professora da USP Marilena Chauí explica, nestes quatro pequenos vídeos abaixo, porque votar em Dilma e não em Serra no próximo dia 31 de outubro. Em sua análise, Marilena concentra-se, sobretudo, em expor a ameaça que uma eventual vitória tucana representará para a democracia, os direitos e os avanços sociais e ambientais conquistados ao longo do governo Lula.